PREFEITURA DE PALMEIRANTE-TO
PLANO
MUNICIPAL
DE SAÚDE
2026-2029
PALMEIRANTE – TO
2026
MATHEUS MARTINS LUZ
Secretário Municipal de Saúde
2
RAIMUNDO BRANDÃO DOS SANTOS
Prefeito
Tabela 1 - Informações sobre o município............................................................ 11
Tabela 2 - Rede física de estabelecimentos de saúde por tipo de estabelecimentos 12
Tabela 3 - Internações por Ano processamento segundo Capítulo CID-10 .............. 16
Tabela 4 - Mortalidade segundo Capítulo CID-10 .................................................. 17
Tabela 5 - Doses aplicadas em Palmeirante por Ano segundo Imunobiológicos ...... 19
Tabela 6 - Equipes de Saúde ............................................................................... 21
Tabela 7 - Indicadores de qualidade APS eSF/eAP ................................................ 24
Tabela 8 - Indicadores de qualidade APS eSB ....................................................... 25
Tabela 9 - Sistemas de informação em saúde implantados .................................... 26
Tabela 10 - Produção Ambulatorial do SUS no Município de Palmeirante/TO de 2021
a 2025. .............................................................................................................. 28
Tabela 11 - Emendas parlamentares e de Programa repassadas em 2025 .............. 31
Tabela 12 - Quantidade por Ano/mês competência segundo Ocupações em geral do
município de Palmeirante de setembro a dezembro de 2025 ................................. 33
LISTAS DE FIGURAS
Figura 1 - Localização do município ..................................................................... 10
Figura 2 - Piramide etária Palmeirante-TO............................................................ 13
Figura 3 - Cor ou Raça (cada bloco ≈ 0.5%) ........................................................ 14
Figura 4 - Taxa de alfabetização por grupo de idade............................................. 16
3
LISTA DE TEBELAS
1 APRESENTAÇÃO ................................................................................................ 6
1.1 MISSÃO, VISÃO E VALORES ......................................................................... 6
1.1.1 Missão ................................................................................................ 6
1.1.2 Visão .................................................................................................. 7
1.1.3 Valores ............................................................................................... 7
2 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 8
3 DADOS DEMOGRÁFICO E HISTÓRICOS .............................................................. 9
4 ESTRUTURA DO SISTEMA DE SAÚDE ............................................................... 11
5 DADOS SOCIODEMOGRÁFICO .......................................................................... 12
5.1 POPULAÇÃO .............................................................................................. 12
5.2 ECONOMIA................................................................................................ 15
5.3 EDUCAÇÃO ............................................................................................... 15
5.4 MORBIDADE E MORTALIDADE ................................................................... 16
5.5 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA................................................................... 18
5.6 IMUNIZAÇÕES E DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS ......................................... 19
6 ACESSO A AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE ........................................................ 21
6.1 ATENÇÃO PRIMÁRIA .................................................................................. 21
6.1.1 Saúde da Criança ................................................................................. 22
6.1.2 Saúde da Pessoa Idosa ........................................................................ 22
6.1.3 Saúde do Homem ................................................................................ 22
6.1.4 Saúde da Pessoa com Deficiência ......................................................... 23
6.2 SAÚDE BUCAL ........................................................................................... 23
6.3 INDICADORES DO COMPONENTE DE QUALIDADE DA APS ........................... 24
7 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA ......................................................................... 25
8 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE ........................................................... 26
9 ATENÇÃO ESPECIALIZADA ............................................................................... 27
10 VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR .................................................... 29
11 GESTÃO EM SAÚDE ....................................................................................... 29
11.1 RECURSOS FINANCEIROS ........................................................................ 29
11.1.1 Emendas Parlamentares em 2025 ....................................................... 30
11.2 GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS ........................................................... 32
4
SUMÁRIO
11.4 INICIATIVAS PARA APRIMORAR A GESTÃO DO SUS .................................. 35
11.5 CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO EM SAÚDE ....................................... 36
12 RELAÇÃO DE PROBLEMAS EM SAÚDE ............................................................. 37
13 DIRETRIZES, OBJETIVOS, METAS E INDICADORES ......................................... 38
13.1 GESTÃO DO SUS ..................................................................................... 38
13.2 ATENÇÃO PRIMÁRIA ................................................................................ 39
13.3 MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE ................................................................ 40
13.4 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA.................................................................. 41
13.5 VIGILÂNCIA EM SAÚDE ............................................................................ 42
13.6 VIGILÂNCIA SANITÁRIA ........................................................................... 43
14 CONCLUSÃO.................................................................................................. 44
15 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 45
5
11.3 GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE ................................ 34
6
1 APRESENTAÇÃO
O Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026–2029 de Palmeirante – TO constitui o
principal instrumento de planejamento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)
no município, orientando a organização, execução e avaliação das ações e serviços
de saúde durante o período de quatro anos.
Elaborado em conformidade com os princípios e diretrizes estabelecidos pelas
Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, o presente plano reflete o compromisso da
gestão municipal com a promoção, proteção e recuperação da saúde da população,
assegurando o acesso universal, integral e equânime aos serviços de saúde.
A construção deste documento foi fundamentada na análise da situação de
saúde
do
município,
considerando
aspectos
demográficos,
epidemiológicos,
estruturais e organizacionais da rede de serviços. A partir desse diagnóstico, foram
definidas diretrizes, objetivos, metas e estratégias voltadas ao enfrentamento dos
principais problemas de saúde identificados.
O PMS 2026–2029 estabelece ações prioritárias com foco no fortalecimento da
Atenção Primária à Saúde, na melhoria da vigilância em saúde, na ampliação do
acesso aos serviços e na qualificação da gestão do SUS no município.
Além disso, o plano prevê o monitoramento e a avaliação contínua das ações
por meio de instrumentos como a Programação Anual de Saúde (PAS) e o Relatório
Anual de Gestão (RAG), garantindo transparência, eficiência e controle social, com a
participação ativa do Conselho Municipal de Saúde.
Dessa forma, o Plano Municipal de Saúde se configura como um instrumento
estratégico para a melhoria das condições de saúde da população de Palmeirante,
contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes e para o
fortalecimento do SUS no âmbito local.
1.1 MISSÃO, VISÃO E VALORES
1.1.1 Missão
Garantir à população de Palmeirante o acesso universal, equânime e de
1.1.2 Visão
Ser referência regional na implementação da Política Nacional de Atenção
Básica, destacando-se nas ações de promoção, prevenção e proteção à saúde, por
meio do fortalecimento da Vigilância em Saúde e da qualificação dos serviços
ofertados.
1.1.3 Valores
Atuar com ética, respeito à vida humana e compromisso com o bem-estar da
população, assegurando o acolhimento, a humanização do atendimento e a
integralidade do cuidado em todos os níveis de atenção.
7
qualidade aos serviços de saúde, promovendo o cuidado integral e contínuo.
A saúde é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal de 1988
e operacionalizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como
princípios a universalidade, integralidade e equidade no acesso aos serviços de
saúde. Nesse contexto, o planejamento em saúde se apresenta como ferramenta
essencial para a organização das ações e serviços ofertados à população.
O Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026–2029 do município de Palmeirante –
TO foi elaborado com base nas normas nacionais e estaduais de saúde, considerando
as especificidades locais e as necessidades da população. O documento orienta a
gestão municipal na definição de prioridades, no estabelecimento de metas e na
implementação de estratégias voltadas à melhoria dos indicadores de saúde.
A construção do plano baseou-se na análise da situação de saúde do
município, contemplando aspectos epidemiológicos, demográficos e estruturais da
rede de serviços, permitindo identificar os principais desafios a serem enfrentados no
período de vigência.
Dessa forma, o PMS se configura como instrumento norteador das ações da
Secretaria Municipal de Saúde, promovendo a integração entre planejamento,
execução e avaliação das políticas públicas de saúde, com a participação do controle
social por meio do Conselho Municipal de Saúde.
8
2 INTRODUÇÃO
O Município de Palmeirante localiza-se na Mesorregião Ocidental do Tocantins
e na Microrregião de Araguaína, com coordenadas geográficas de: 07° 51 36 de
latitude e 47° 55 33 de longitude, e sua altitude é de 140 metros. A descoberta e a
exploração de uma pequena mina de diamantes, no final do século XIX, localizada as
margens do rio Pau Seco, no Município de Filadélfia, distante aproximadamente 30
km da sede atual do município de Palmeirante, foi o marco inicial do seu surgimento.
Contam os antigos que próximo a mina formou-se um aglomerado urbano
chegando a ter uma pista de pouso para aeronaves pequenas, uma igreja católica e
um cartório oficial que funcionou entre 03/11/1936 e 30/01/1956. Com o
esgotamento da mina o distrito batizado de Diamantina perde interesse e muitos
habitantes migram para outras localidades onde o progresso havia chegado com a
construção da BR-153, no final de 1950. Alguns moradores se deslocaram para o
local onde hoje é sede do município devido ao acesso que o rio Tocantins
proporcionava, tornando um ponto de apoio aos navegantes e barqueiros que faziam
o transporte de cargas e mantimentos.
Um dos nomes importantes na fundação do município teria sido o Sr. João
Aires Gabriel que fixou residência na localidade na década de 1920. A partir do ano
de 1942 é que o povoado começa a receber um número cada vez maior de
moradores, destacando-se o Sr. Abidoral Alencar Leão, Maria da Gloria, Jose
Umbelino, Jose Verdura, Pedro Nunes, Maria Zoiona (apelido dado em razão de ter
olhos grandes), Raimundo Alencar, Doquinha, Antonio Luis Alencar este último
destacando-se como o fundador da primeira escola e da capela do padroeiro São
Jose. O nome de Palmeirante foi durante muito tempo conhecido como Olho Grande
de acordo com uma das versões dadas pelos mais velhos, o lugar teria recebido este
nome porque certo dia, ao cair a noite, alguns pescadores estavam no barranco do
rio, na altura de um grande remanso e ao olharem para água viram uma grande
cabeça de um bicho desconhecido, que possuía apenas um olho enorme no meio da
testa.
Mas entre os mais jovens, corre a notícia que o lugar teria recebido o nome de
olho grande por que ali viviam pessoas muito invejosas, e assim o nome ganhou
9
3 DADOS DEMOGRÁFICO E HISTÓRICOS
principal meio de acesso à região, consequentemente muitas cidades e povoados
ribeirinhos viriam a sofrer uma decadência econômica. E o distrito de Palmeirante
não fugiu à regra, além de estar localizado no município de Filadélfia e distante da
sede municipal, permaneceu isolada por muito tempo, a maioria da população resiste
no lugar, vivendo basicamente da agricultura de subsistência e da pesca abundante
na região.
Com a criação do Estado do Tocantins em 05 /10/1989, a população passa a
sonhar com a emancipação do distrito. A fundação data em 05 de outubro de 1989,
mas sua criação oficial se deu através da Lei nº498 de 21 de dezembro 1992 que
estabelece os respectivos limites e confrontações do município. Sua instalação se deu
a partir de 01 de janeiro de 1993. O município tem como tradição a festa de São
José que ocorre de 10 a 19 de março, mas também comemora o festejo de Nossa
Senhora de Nazaré na 2º quinzena de setembro. A praia das Palmeiras é uma das
atrações turísticas no mês de julho na região.
Figura 1 - Localização do município
Fonte: Wikipedia, 2026
10
adeptos. Com a chegada do progresso através da rodovia BR-153, o rio não é mais o
INDICADOR
País
Unidade federativa
Região metropolitana
Municípios limítrofes
Distância até a capital
Fundação
Prefeito(a)
Área Total
Altitude
População (IBGE/2010)
Densidade
Clima
Fuso horário
IDH (PNUD/2010)
PIB (IBGE/2008)
PIB per capita
(IBGE/2008)
Sítio oficial
INFORMAÇÃO
Brasil
Tocantins
Araguaína
Filadélfia, Araguaína, Nova Olinda, Colinas do Tocantins,
Brasilândia do Tocantins, Tupiratins, Itapiratins e Guaraí
357 km
1 de janeiro de 1993 (33 anos)
Raimundo Brandão dos Santos (PTB, 2025–2028)
2.640,738 km²
140 m
4.954 habitantes
1,9 hab./km²
Não disponível
Hora de Brasília (UTC−3)
0,571 — baixo
R$ 66.239,792 mil
R$ 13.694,40
https://www.palmeirante.to.gov.br/
Fonte: Wikipedia, 2026
4 ESTRUTURA DO SISTEMA DE SAÚDE
A organização dos serviços de saúde no município de Palmeirante é
caracterizada pela predominância da gestão pública como principal e único provedor
de assistência à população. Não há registro de atuação significativa da iniciativa
privada no território, como clínicas ou serviços especializados particulares, o que
reforça a centralidade do sistema público como referência essencial para o
atendimento das demandas em saúde. Nesse contexto, a rede pública assume papel
estratégico na garantia do acesso universal e na continuidade do cuidado. De acordo
com informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, os
estabelecimentos de saúde existentes no município estão apresentados na tabela do
SCNES a seguir, evidenciando a estrutura disponível para atendimento à população
local.
11
Tabela 1 - Informações sobre o município
Tipo de Estabelecimento
Dupla
Estadual
Municipal
Total
UNIDADE DE VIGILANCIA EM SAUDE
0
0
1
1
CENTRAL DE GESTAO EM SAUDE
0
0
1
1
CENTRO DE SAUDE/UNIDADE BASICA
0
0
1
1
UNIDADE MOVEL TERRESTRE
0
0
1
1
Total
0
0
4
4
Fonte: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)
5 DADOS SOCIODEMOGRÁFICO
Os dados sociodemográficos do município de Palmeirante, com base em
informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciam um
território de baixa densidade populacional, com cerca de 4.798 habitantes no Censo
de 2022 e estimativa aproximada de 4.905 habitantes em 2025, distribuídos em uma
área de mais de 2.638,465 km², o que resulta em uma densidade demográfica
reduzida. Em 2022, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade era de 97,88%.
Na comparação com outros municípios do estado, ficava na posição 124 de 139. Já
na comparação com municípios de todo o país, ficava na posição 4713 de 5570. Em
relação ao IDEB, no ano de 2023, o IDEB para os anos iniciais do ensino
fundamental na rede pública era 4,2 e para os anos finais, de 3,8. Na comparação
com outros municípios do estado, ficava nas posições 123 e 126 de 139. Já na
comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 5193 e 4768 de
5570. Esses elementos refletem um contexto sociodemográfico típico de municípios
do interior da região Norte, com desafios relacionados à distribuição de renda,
acesso a serviços e desenvolvimento territorial, mas também com avanços
importantes nas áreas de educação e organização social.
5.1 POPULAÇÃO
Os dados populacionais do município de Palmeirante demonstram um
crescimento entre os anos de 2000 e 2010, passando de 3.610 para 4.954
habitantes, seguido por uma leve redução em 2022, quando a população foi
12
Tabela 2 - Rede física de estabelecimentos de saúde por tipo de estabelecimentos
demográfica nos últimos anos, com pequenas variações possivelmente relacionadas a
fatores como migração e dinâmica econômica local. Tais informações são
fundamentais para o planejamento das políticas públicas, especialmente na área da
saúde, pois permitem adequar a oferta de serviços às necessidades da população ao
longo do tempo.
Figura 2 - Piramide etária Palmeirante-TO
Fonte: IBGE, 2022
A pirâmide etária do município de Palmeirante evidencia uma população com
distribuição relativamente equilibrada entre os sexos, com leve predominância
masculina em grande parte das faixas etárias. Observa-se maior concentração
populacional nas faixas de 10 a 49 anos, indicando um perfil predominantemente
jovem e em idade economicamente ativa, o que contribui para a dinâmica produtiva
local. As faixas etárias mais jovens (0 a 14 anos) também apresentam quantitativo
expressivo, sinalizando demanda contínua por políticas voltadas à atenção maternoinfantil, imunização e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. Por
13
registrada em 4.798 habitantes. Esse comportamento indica relativa estabilidade
significativa e crescente, destacando a necessidade de fortalecimento das ações
voltadas ao cuidado das doenças crônicas e ao envelhecimento saudável. Esse perfil
etário reforça a importância de um planejamento em saúde que contemple todas as
fases do ciclo de vida, com foco na integralidade da atenção.
Figura 3 - Cor ou Raça (cada bloco ≈ 0.5%)
Fonte: IBGE, 2022
Os dados de cor ou raça do município de Palmeirante demonstram a
predominância da população parda, tanto em 2010 quanto em 2022, ainda que com
redução no quantitativo absoluto ao longo do período. Observa-se diminuição da
população branca, enquanto a população preta apresentou crescimento significativo,
indicando mudanças na autodeclaração ou na composição demográfica. A população
indígena, embora pequena, apresentou leve aumento, enquanto o grupo de cor
amarela registrou redução. Esses dados refletem a diversidade étnico-racial do
município e reforçam a importância da implementação de políticas públicas de saúde
que considerem as especificidades culturais e sociais da população, promovendo
equidade no acesso e na atenção à saúde.
14
outro lado, a presença de população idosa, embora em menor proporção, é
Os indicadores econômicos e fiscais do município de Palmeirante/TO
evidenciam aspectos relevantes para o planejamento das ações de saúde no período
de 2026 a 2029. O município apresenta um PIB per capita significativo para seu
porte populacional, demonstrando capacidade econômica local, contudo, observa-se
elevada dependência de receitas externas, que correspondem a mais de 95% da
arrecadação total, conforme dados do IBGE Cidades, característica que reforça a
necessidade de organização e eficiência na gestão dos recursos públicos. No
exercício de 2024, verifica-se proximidade entre o total de receitas realizadas e as
despesas empenhadas, indicando equilíbrio fiscal, porém com limitada margem para
expansão de gastos. Nesse contexto, o Plano Municipal de Saúde deve considerar a
importância do planejamento estratégico, da priorização de ações de maior impacto,
especialmente na Atenção Primária à Saúde, e do fortalecimento dos mecanismos de
gestão e monitoramento financeiro, visando garantir a sustentabilidade das políticas
públicas de saúde e a continuidade da oferta de serviços à população.
5.3 EDUCAÇÃO
Os dados de alfabetização do município de Palmeirante indicam que a maior
parte da população é alfabetizada, correspondendo a 83,52%, enquanto 16,48%
ainda se encontram em condição de não alfabetização. Esse cenário demonstra
avanços no acesso à educação, porém evidencia a necessidade de fortalecimento de
políticas públicas voltadas à educação básica e à inclusão social. No contexto da
saúde, esses indicadores são relevantes, pois o nível de escolaridade influencia
diretamente na compreensão das orientações em saúde, adesão aos tratamentos e
acesso aos serviços, reforçando a importância de estratégias de educação em saúde
adaptadas à realidade da população.
15
5.2 ECONOMIA
Fonte: IBGE, 2022
5.4 MORBIDADE E MORTALIDADE
Tabela 3 - Internações por Ano processamento segundo Capítulo CID-10
Capítulo CID-10
2022 2023 2024 2025 Total
I. Algumas doenças infecciosas e parasitárias
17
11
7
8
43
II. Neoplasias (tumores)
25
9
12
8
54
III. Doenças sangue órgãos hemat e transt imunitár
2
1
1
1
5
IV. Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas
3
2
3
8
V. Transtornos mentais e comportamentais
1
5
2
8
VI. Doenças do sistema nervoso
4
5
3
1
13
VIII.Doenças do ouvido e da apófise mastóide
1
1
IX. Doenças do aparelho circulatório
24
10
26
16
76
X. Doenças do aparelho respiratório
19
22
26
20
87
XI. Doenças do aparelho digestivo
22
27
35
30
114
XII. Doenças da pele e do tecido subcutâneo
1
4
2
10
17
XIII.Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo
2
1
1
4
XIV. Doenças do aparelho geniturinário
9
10
14
16
49
XV. Gravidez parto e puerpério
65
73
54
65
257
XVI. Algumas afec originadas no período perinatal
18
22
12
10
62
XVII.Malf cong deformid e anomalias cromossômicas
4
3
7
XVIII.Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat
1
5
2
4
12
XIX. Lesões enven e alg out conseq causas externas
21
21
33
25
100
XXI. Contatos com serviços de saúde
12
5
17
Total
230
229
247
228
934
Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)
Os dados de internações hospitalares no município de Palmeirante, no período
16
Figura 4 - Taxa de alfabetização por grupo de idade
parto e puerpério, seguidos pelas doenças do aparelho digestivo, respiratório e
circulatório, indicando o perfil de demandas mais frequentes na rede de saúde.
Também se destacam as internações por lesões e causas externas, além das
condições perinatais, o que reforça a necessidade de ações integradas de promoção,
prevenção e assistência. Observa-se relativa estabilidade no total de internações ao
longo dos anos, com pequenas variações, sugerindo um padrão consistente de
utilização dos serviços hospitalares. Esses dados apontam para a importância do
fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, especialmente no acompanhamento
pré-natal, controle de doenças crônicas, prevenção de agravos e ampliação das
ações de educação em saúde, visando reduzir internações evitáveis e qualificar o
cuidado à população.
Tabela 4 - Mortalidade segundo Capítulo CID-10
Capítulo CID-10
2021 2022 2023
I. Algumas doenças infecciosas e parasitárias
6
3
1
II. Neoplasias (tumores)
1
6
2
III. Doenças sangue órgãos hemat e transt imunitár
IV. Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas
5
1
2
V. Transtornos mentais e comportamentais
2
1
VI. Doenças do sistema nervoso
VII. Doenças do olho e anexos
VIII.Doenças do ouvido e da apófise mastóide
IX. Doenças do aparelho circulatório
16
15
8
X. Doenças do aparelho respiratório
3
2
1
XI. Doenças do aparelho digestivo
2
2
1
XII. Doenças da pele e do tecido subcutâneo
XIII.Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo
XIV. Doenças do aparelho geniturinário
XV. Gravidez parto e puerpério
XVI. Algumas afec originadas no período perinatal
2
XVII.Malf cong deformid e anomalias cromossômicas
XVIII.Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat
1
1
XIX. Lesões enven e alg out conseq causas externas
XX. Causas externas de morbidade e mortalidade
1
5
3
XXI. Contatos com serviços de saúde
XXII.Códigos para propósitos especiais
Total
36
37
20
2024
1
5
1
7
2
3
2
5
26
Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Mortalidade (SIM)
Total
11
14
9
3
46
6
7
5
4
14
119
Os dados de mortalidade do município de Palmeirante, no período de 2021 a
17
de 2022 a 2025, evidenciam maior concentração de casos relacionados à gravidez,
aparelho circulatório, seguidas pelas neoplasias e causas externas, indicando um
perfil epidemiológico marcado pela presença de doenças crônicas não transmissíveis
e agravos evitáveis. Também se observam registros relevantes de óbitos por doenças
infecciosas e parasitárias e por condições endócrinas e metabólicas, o que reforça a
necessidade de ações contínuas de prevenção e controle. A variação no número total
de óbitos ao longo dos anos demonstra relativa oscilação, sem tendência de
crescimento contínuo. Esses dados apontam para a importância do fortalecimento da
Atenção Primária à Saúde, com foco no acompanhamento de pacientes com doenças
crônicas, promoção da saúde, prevenção de agravos e ações intersetoriais voltadas à
redução de riscos, contribuindo para a melhoria dos indicadores de saúde da
população. Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade.
5.5 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
A Vigilância Epidemiológica do município de Palmeirante desempenha papel
fundamental no monitoramento, prevenção e controle de doenças e agravos à saúde
da população, atuando de forma integrada com a Atenção Primária e demais pontos
da rede de atenção. Suas ações estão voltadas para a coleta, análise e interpretação
sistemática de dados, subsidiando a tomada de decisão e o planejamento de
intervenções oportunas, especialmente no que se refere às doenças de notificação
compulsória, imunopreveníveis, endemias e eventos de relevância em saúde pública.
O município realiza atividades contínuas de investigação de casos, acompanhamento
de surtos, monitoramento de indicadores epidemiológicos e desenvolvimento de
estratégias de educação em saúde, visando reduzir riscos e promover a qualidade de
vida da população. Nesse contexto, destaca-se a importância do fortalecimento das
ações de vigilância, com ampliação da capacidade de resposta, qualificação das
equipes e aprimoramento dos sistemas de informação, garantindo maior efetividade
no enfrentamento dos desafios sanitários locais ao longo do período do plano.
18
2024, evidenciam que as principais causas de óbito estão relacionadas às doenças do
19
5.6 IMUNIZAÇÕES E DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEIS
As imunizações constituem uma das mais eficazes estratégias de saúde
pública para a prevenção, controle e, em alguns casos, erradicação de doenças
imunopreveníveis,
contribuindo
significativamente
para
a
redução
da
morbimortalidade e a melhoria da qualidade de vida da população. Por meio do
Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Sistema Único de Saúde (SUS) garante o
acesso gratuito e universal às vacinas, promovendo a proteção individual e coletiva.
Nesse contexto, o fortalecimento das ações de vacinação, aliado ao monitoramento
epidemiológico contínuo, é fundamental para manter altas coberturas vacinais, evitar
a reintrodução de doenças já controladas e enfrentar desafios emergentes
relacionados à hesitação vacinal e às mudanças no perfil epidemiológico da
população.
Tabela 5 - Doses aplicadas em Palmeirante por Ano segundo Imunobiológicos
Imunobiológicos
2019 2020 2021 2022
Total
Total
2.089 2.275 2.339 2.023
8.726
BCG (BCG)
2
10
7
44
63
Febre Amarela (FA)
69
151
249
219
688
Haemophilus influenzae tipo b (Hib)
0
2
0
0
2
Hepatite A (HA)
51
38
68
54
211
Hepatite B (HB)
132
102
109
116
459
Influenza (INF)
0
165
2
0
167
Raiva - Cultivo Celular/Vero (RV)
1
0
0
1
2
Raiva - Cultivo Celular/Embrionário (RG)
0
0
0
2
2
Varicela
31
92
118
84
325
Dupla Adulto (dT)
222
145
230
190
787
Poliomielite inativada (VIP)
172
167
177
157
673
Meningocócica Conjugada - C (MncC)
271
207
178
140
796
Oral Poliomielite (VOP)
81
99
128
114
422
Oral de Rotavírus Humano (VORH)
109
105
112
95
421
Pentavalente (DTP+HB+Hib) (PENTA)
148
183
179
158
668
Pneumocócica 10valente
161
154
173
158
646
Tríplice Acelular (DTPa)
0
3
0
0
3
Tríplice Bacteriana (DTP)
73
110
139
122
444
Tríplice Viral (SCR)
309
271
189
111
880
Imunoglobulina humana anti-Rábica (IGHR)
0
0
4
10
14
Soro anti-Aracnídico (AC)
4
0
0
0
4
Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumbae varicela)
58
32
0
3
93
HPV Quadrivalente - Feminino
61
80
76
56
273
HPV Quadrivalente - Masculino
62
51
64
67
244
Total
0
44
0
21
72
43
4.178 4.550
Fonte: TABNET/DATASUS
33
74
30
4.678
33
65
24
4.046
110
160
169
17.452
A análise das doses aplicadas por tipo de imunobiológico no município de
Palmeirante, no período de 2019 a 2022, evidencia a relevância das ações do
Programa Nacional de Imunizações (PNI) na proteção da população e no controle de
doenças imunopreveníveis. No intervalo analisado, foram registradas 8.726 doses no
conjunto principal de imunobiológicos, com destaque para o crescimento entre os
anos de 2019 (2.089 doses) e 2021 (2.339 doses), seguido de uma redução em 2022
(2.023 doses). Considerando o total ampliado de aplicações (incluindo todos os
imunobiológicos listados), observa-se um quantitativo expressivo de 17.452 doses
administradas, reforçando o esforço contínuo da rede municipal de saúde na oferta
de vacinação.
Entre os imunobiológicos com maior número de doses aplicadas no período,
destacam-se a Tríplice Viral (SCR), com 880 doses, a vacina Meningocócica
Conjugada C (796 doses), a Dupla Adulto (dT), com 787 doses, além da vacina
contra Poliomielite Inativada (VIP), com 673 doses, e a Pentavalente, com 668
doses. Esses dados demonstram a priorização das vacinas do calendário básico
infantil e de reforço para adolescentes e adultos, fundamentais para a manutenção
da imunidade coletiva.
Observa-se também a ampliação da cobertura de vacinas importantes ao
longo dos anos, como a Febre Amarela, que apresentou aumento significativo de 69
doses em 2019 para 249 em 2021, refletindo possíveis estratégias de intensificação
vacinal e campanhas específicas. Da mesma forma, as vacinas contra HPV, tanto
para o público feminino (273 doses) quanto masculino (244 doses), indicam avanço
na proteção de adolescentes contra infecções sexualmente transmissíveis e cânceres
associados.
Por outro lado, alguns imunobiológicos apresentaram baixa frequência de
aplicação, como a vacina contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) isolada, bem
como imunobiológicos de uso específico, como soros e imunoglobulinas, o que é
20
dT/dTpa Gestante
Meningocócica ACWY135
dTpa
Cabe destacar ainda oscilações em determinados imunobiológicos, como a
Tríplice Viral (SCR), que apresentou redução ao longo dos anos, passando de 309
doses em 2019 para 111 em 2022, o que pode sinalizar possíveis desafios
relacionados à adesão da população, impacto da pandemia de COVID-19 ou
questões operacionais na oferta dos serviços.
Dessa forma, os dados evidenciam que, embora o município mantenha uma
oferta consistente de imunização, é fundamental o fortalecimento das estratégias de
busca ativa, educação em saúde e ampliação do acesso aos serviços, visando
melhorar as coberturas vacinais e evitar o ressurgimento de doenças já controladas.
Para o período do PMS 2026–2029, recomenda-se intensificar ações intersetoriais e
campanhas de vacinação, com foco em grupos prioritários e na regularidade do
calendário vacinal, garantindo a proteção integral da população.
6 ACESSO A AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE
6.1 ATENÇÃO PRIMÁRIA
O município de Palmeirante organiza sua rede de atenção à saúde tendo a
Atenção Primária à Saúde (APS) como principal porta de entrada e eixo estruturante
do cuidado, assegurando ações de promoção, proteção e prevenção em saúde.
Nesse contexto, a composição das equipes e serviços da APS está apresentada na
tabela a seguir, evidenciando a capacidade instalada do município e sua organização
assistencial no território.
INE
Tabela 6 - Equipes de Saúde
TIPO DE EQUIPE
0000038784
Equipe de Saúde da Família
Convencional
0001508970
Equipe de Saúde da Família
Convencional
0002216140
Equipe de Atenção Primária
-
0002216159
Equipe de Atenção Primária
-
0002055112
Equipe de Saúde Bucal
-
0002402947
Equipe de Saúde Bucal
-
Fonte: e-Gestor AB
SUBTIPO DE EQUIPE
21
esperado por se tratarem de indicações restritas a situações clínicas específicas.
No campo da saúde da criança, o município desenvolve ações alinhadas à
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), com foco na
primeira infância e na redução da morbimortalidade, ofertando consultas médicas,
imunização, busca ativa e ações no âmbito do Programa Saúde na Escola. Para os
adolescentes, as ações seguem os princípios do PROSAD, com ênfase na promoção
da saúde, educação em saúde e prevenção de agravos, especialmente relacionados à
gravidez precoce, infecções sexualmente transmissíveis e uso de substâncias
psicoativas.
6.1.2 Saúde da Pessoa Idosa
A atenção à saúde da pessoa idosa é orientada pela promoção do
envelhecimento ativo e saudável, com oferta de acompanhamento multiprofissional,
realização de atividades educativas, oficinas e ações coletivas que visam à
integralidade do cuidado. No que se refere à saúde da mulher, o município garante
ações preventivas e assistenciais, incluindo planejamento reprodutivo, pré-natal,
acompanhamento do puerpério, prevenção de câncer de colo do útero e mama, além
do enfrentamento à violência e atenção às condições relacionadas ao climatério e à
saúde mental.
6.1.3 Saúde do Homem
A saúde do homem é trabalhada prioritariamente no âmbito da prevenção e
promoção, com ações educativas e estratégias que buscam ampliar o acesso desse
público aos serviços de saúde. Já na área de saúde mental, embora o município não
possua rede especializada estruturada, o cuidado é realizado pelas equipes da APS,
que atuam com acolhimento, escuta qualificada, vínculo e acompanhamento
contínuo dos usuários, conforme orientações do Ministério da Saúde.
22
6.1.1 Saúde da Criança
23
6.1.4 Saúde da Pessoa com Deficiência
No tocante à atenção à pessoa com deficiência, o município assegura o
cuidado integral por meio da organização da rede de atenção, contemplando ações
de prevenção, identificação precoce, reabilitação e acesso a órteses, próteses e
meios auxiliares de locomoção. Além disso, são desenvolvidas ações intersetoriais,
estratégias de educação permanente para os profissionais de saúde e mecanismos
de monitoramento e avaliação, visando à qualificação dos serviços e à garantia dos
direitos dessa população.
Dessa forma, o município de Palmeirante reafirma seu compromisso com a
organização e fortalecimento da Atenção Primária como base do sistema de saúde,
buscando ampliar o acesso, a qualidade e a resolutividade das ações e serviços
ofertados à população no período do Plano Municipal de Saúde 2026–2029.
6.2 SAÚDE BUCAL
A saúde bucal no município de Palmeirante–TO está estruturada na Atenção
Primária
à
Saúde
conforme
registros
oficiais
do
Cadastro
Nacional
de
Estabelecimentos de Saúde (CNES) e dados de financiamento federal. Na
competência de janeiro de 2026, o município possui 2 Equipes de Saúde Bucal (eSB)
homologadas, credenciadas e com custeio ativo, ambas na modalidade I e com carga
horária de 40 horas semanais. Essas equipes encontram-se devidamente vinculadas
às equipes de Saúde da Família e recebem repasse regular do Ministério da Saúde, o
que assegura a continuidade das ações e serviços odontológicos no território.
A atuação dessas equipes possibilita a oferta de cuidados integrais em saúde
bucal, incluindo ações de promoção, prevenção e tratamento, tanto na zona urbana
quanto em áreas rurais e populações específicas, como comunidades quilombolas e
assentamentos, conforme indicado nos registros de financiamento. A existência de
equipes custeadas e ativas demonstra a organização do município na execução da
Política Nacional de Saúde Bucal, sendo fundamental o fortalecimento dessas ações
por meio do planejamento, monitoramento e ampliação do acesso, visando melhorar
os indicadores de saúde bucal e garantir maior resolutividade no atendimento à
24
população.
6.3 INDICADORES DO COMPONENTE DE QUALIDADE DA APS
A organização da Atenção Primária à Saúde no município fundamenta-se na
atuação das Equipes de Saúde da Família e Equipes de Atenção Primária, que
desempenham papel central na coordenação do cuidado e na ordenação da rede de
serviços. Nesse contexto, os indicadores de qualidade estabelecidos pelo Ministério
da Saúde orientam a avaliação do desempenho dessas equipes, induzindo a adoção
de boas práticas assistenciais voltadas à promoção, prevenção e acompanhamento
das condições de saúde da população. Destaca-se, ainda, o papel estratégico dos
Agentes Comunitários de Saúde, especialmente nas ações de territorialização, visitas
domiciliares e busca ativa, contribuindo diretamente para a melhoria dos resultados
em saúde.
INDICADOR
Mais acesso à APS
Desenvolvimento
infantil
Gestação e
puerpério
Diabetes
Hipertensão
Prevenção do câncer
na mulher
Cuidado da pessoa
idosa
Tabela 7 - Indicadores de qualidade APS eSF/eAP
BOAS PRÁTICAS
Organização da agenda; ampliação de atendimentos programados (equipe
geral)
≥6 consultas (médico/enfermeiro); ≥6 registros de peso/altura (equipe); ≥6
visitas domiciliares (ACS/TACS); vacinação completa (equipe)
≥5 consultas (médico/enfermeiro); aferição de PA; registro de peso/altura; ≥3
visitas domiciliares (ACS/TACS); exames (HIV, sífilis, hepatites); consulta e
visita no puerpério (ACS/TACS); ação de saúde bucal (dentista)
Consulta semestral (médico/enfermeiro); aferição de PA; ≥2 visitas
domiciliares (ACS/TACS); registro de peso/altura; hemoglobina glicada;
avaliação dos pés
Consulta semestral (médico/enfermeiro); aferição de PA; ≥2 visitas
domiciliares (ACS/TACS); registro de peso/altura
Exame citopatológico (equipe); vacinação HPV (equipe); busca ativa
(ACS/TACS)
Avaliação
integral
(médico/enfermeiro); acompanhamento
contínuo;
monitoramento de condições crônicas (equipe)
Fonte: Ministério da Saúde
A Atenção Primária à Saúde no município também contempla a integração das
ações de saúde bucal, desenvolvidas de forma articulada com as equipes de
referência. Essa integração fortalece o cuidado integral ao usuário, permitindo que as
ações assistenciais considerem não apenas as condições gerais de saúde, mas
também os aspectos relacionados à saúde bucal, ampliando a resolutividade dos
organização do processo de trabalho e a melhoria do acesso da população aos
serviços odontológicos.
Indicador
Tabela 8 - Indicadores de qualidade APS eSB
Boas práticas
Escovação dentária
supervisionada
Primeira consulta odontológica
programada
Tratamento odontológico
concluído
Tratamento restaurador
atraumático
Procedimentos odontológicos
preventivos
Taxa de exodontias realizadas
Ações coletivas (dentista/TSB/ASB); atividades em escolas;
educação em saúde bucal
Acesso inicial ao serviço (dentista); avaliação clínica
Finalização do plano de tratamento (dentista); continuidade
do cuidado
Uso de técnicas conservadoras (dentista); prevenção da
progressão da cárie
Aplicação de flúor; profilaxia; orientação em saúde bucal
(eSB)
Redução de extrações; priorização de tratamentos
conservadores (dentista)
Fonte: Ministério da Saúde
Os indicadores de qualidade da Atenção Primária à Saúde evidenciam a
importância da atuação integrada entre as equipes de Saúde da Família, Atenção
Primária e Saúde Bucal, destacando a complementaridade das ações desenvolvidas
no território. A adoção das boas práticas associadas a esses indicadores contribui
para a qualificação dos serviços, o fortalecimento do cuidado contínuo e a melhoria
dos resultados em saúde. Nesse contexto, o monitoramento sistemático desses
indicadores torna-se fundamental para subsidiar o planejamento, a avaliação e a
tomada de decisão, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas de
saúde no município ao longo do período de vigência do Plano Municipal de Saúde
2026–2029.
7 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
Os recursos destinados à manutenção do suporte profilático no município de
Palmeirante mostram-se limitados frente à crescente demanda da população e à
necessidade de ampliação das ações de saúde. Nesse contexto, a gestão municipal
mantém como estratégia a organização e distribuição de medicamentos em pontos
estratégicos da rede, garantindo o acesso aos itens da Farmácia Básica, conforme
25
serviços ofertados. Nesse sentido, a atuação conjunta entre as equipes favorece a
Destaca-se, ainda, o aumento das demandas judiciais na área da saúde,
especialmente relacionadas ao fornecimento de medicamentos, o que evidencia
desafios no financiamento e na organização da assistência farmacêutica. Diante
desse cenário, a gestão municipal reafirma seu compromisso em assegurar o
fornecimento regular de medicamentos e insumos, buscando aprimorar o
planejamento, a gestão de estoques e a racionalização do uso, de modo a atender às
necessidades da população com eficiência, equidade e responsabilidade sanitária.
8 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
Os Sistemas de Informação em Saúde representam um conjunto estruturado
de ferramentas e processos destinados à coleta, organização, processamento, análise
e divulgação de dados, convertendo-os em informações estratégicas para o
planejamento, a gestão e a tomada de decisões no âmbito do sistema de saúde.
Nesse contexto, a atuação dos profissionais de saúde é fundamental em todas as
etapas, desde a construção dos instrumentos de coleta até o correto registro e
alimentação dos sistemas.
A participação ativa desses profissionais contribui diretamente para a
confiabilidade, consistência e qualidade das informações produzidas, além de
favorecer o aprimoramento de suas competências técnicas. Dessa forma, amplia-se a
capacidade de análise e utilização dos dados no cotidiano dos serviços, fortalecendo
a gestão baseada em evidências e subsidiando a formulação, o monitoramento e a
avaliação das ações e políticas de saúde no município de Palmeirante no período de
2026 a 2029.
SISTEMA
E-SUS APS
E-SUS Notifica
E-GESTOR AB
SINAN – ONLINE
SINAN-NET
CNES
SIPNI
SISVAN
SISLOC
Tabela 9 - Sistemas de informação em saúde implantados
DESCRIÇÃO
Prontuário eletrônico do cidadão (Atenção Básica)
Sistema para registro de Síndrome Gripal (SG)
Sistema de informação e gestão da Atenção Básica
Sistema de Informação de Agravos e notificação (Dengue e chikungunya)
Sistema de Informação de agravos e notificação
Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde
Sistema de Informação e Avaliação do Programa de Imunização
Sistema de Vigilância alimentar e Nutricional
Sistema Referencial Geográfico
26
preconizado na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME).
Sistema de Informação sobre Mortalidade
Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos
Sistema de Informação do Programa Nacional de Controle da Dengue
Informe Mensal da Profilaxia da raiva
Ficha de Programação Orçamentária
Sistema de Regulação
Sistema de Informação Ambulatorial
Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da água
Sistema de Informação a Vigilância Epidemiológica (Doenças Diarreicas)
Boletim de Produção Ambulatorial
Sistema de apoio à Implementação de política em Saúde
Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica
Sistema de Gestão Laboratorial
Sistema de Envio de dados
Sistema de registro de atendimento ás crianças com microcefalia
Sistema de Informação do Câncer
Sistema de Monitoramento de Obras
Sistema Estadual de Regulação e TFD
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde
Diante disso, evidencia-se que o fortalecimento dos Sistemas de Informação
em Saúde é fundamental para a qualificação da gestão no município de Palmeirante,
uma vez que possibilita maior precisão no planejamento, monitoramento e avaliação
das ações desenvolvidas. A utilização adequada e contínua dessas ferramentas,
aliada ao comprometimento dos profissionais de saúde, contribui para a produção de
informações confiáveis e oportunas, essenciais para a tomada de decisões
estratégicas e para a melhoria da qualidade dos serviços ofertados à população no
período de vigência do Plano Municipal de Saúde 2026–2029.
9 ATENÇÃO ESPECIALIZADA
O município de Palmeirante dispõe de serviços de Atenção Especializada
vinculados à gestão municipal, organizados de forma complementar à Atenção
Primária à Saúde e ofertados no âmbito da Unidade Básica de Saúde local. Destacase, nesse contexto, o Centro de Saúde 24 horas, mantido com financiamento
exclusivamente municipal, sendo a Prefeitura a principal responsável pelo custeio e
pela organização da assistência.
Esse serviço assegura à população o acesso a atendimentos ambulatoriais em
horários estendidos, incluindo período noturno, finais de semana e feriados,
ampliando a resolutividade da rede local. De modo geral, o estabelecimento oferta
27
SIM
SINASC
SisPNCD
PROF. DA RAIVA
FPO
SISREG
SIA
SISAGUA
SIVEP-DDA
BPA
SAIPS
SISAB
PC-LAB ONLINE
SISNET Client
SIRAM
SISCAN
SISMOB
SER
de
urgência
e
emergência,
constituindo
importante
suporte
assistencial, com disponibilidade de cuidados médicos e de enfermagem, além de
contribuir para a estabilização de pacientes e encaminhamentos quando necessário.
Adicionalmente, o município realiza alguns procedimentos de média e alta
complexidade em seu próprio território, fortalecendo a capacidade de resposta da
rede municipal de saúde. Dentre esses procedimentos, destacam-se:
Tabela 10 - Produção Ambulatorial do SUS no Município de Palmeirante/TO de 2021 a 2025.
Grupo procedimento
2021 2022 2023 2024 2025 Total
01 Ações de promoção e prevenção em saúde
02 Procedimentos com finalidade diagnostica
03 Procedimentos clínicos
04 Procedimentos cirúrgicos
05 Transplantes de órgãos, tecidos e células
06 Medicamentos
07 Órteses, próteses e materiais especiais
08 Ações complementares da atenção a saúde
09 Procedimentos para Ofertas de Cuidados
Integrados
Total
69
71
4
-
83
12
-
1.194
-
570
-
1.358
-
3.274
83
4
-
-
-
-
-
-
-
144
95
1.194
570
1.358
Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)
3.361
Os casos que não são resolvidos no âmbito da rede municipal de saúde de
Palmeirante são devidamente encaminhados para outros níveis de atenção, conforme
estabelecido na Programação Pactuada Integrada (PPI) vigente no Estado do
Tocantins. Nesse contexto, o município de Palmas configura-se como principal
referência para a realização de consultas especializadas e exames de média e alta
complexidade.
Observa-se, entretanto, a existência de demanda reprimida em algumas
especialidades, com destaque para otorrinolaringologia, ortopedia e neurologia, bem
como
em
exames
otorrinolaringologia,
de
apoio
diagnóstico
além
de
procedimentos
nas
áreas
como
de
cardiologia
densitometria
e
óssea,
ultrassonografia de membros e exames de radiografia com laudo. No que se refere
aos procedimentos de alta complexidade, destacam-se os encaminhamentos para
serviços como hemodinâmica, quimioterapia, ressonância magnética, litotripsia,
tomografia computadorizada e radioterapia, realizados no município de referência.
Ressalta-se que, com a atualização da PPI ao longo dos anos, houve avanços
28
atendimentos
Contudo, diante da criação e fortalecimento do Consórcio Intermunicipal de Saúde do
Vale do Araguaia, torna-se necessária a revisão das pactuações vigentes, com vistas
à regionalização e ampliação da oferta de serviços de média e alta complexidade
mais próximos do território, promovendo maior resolutividade, redução de filas de
espera e melhoria do acesso para a população.
10 VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR
A Política de Saúde do Trabalhador no município de Palmeirante é
desenvolvida em consonância com normas, protocolos e legislações vigentes, tendo
como principal referência técnica o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador
(CEREST). Esse serviço especializado desempenha papel fundamental tanto na
assistência direta ao trabalhador quanto na produção de informações estratégicas,
permitindo a identificação da relação entre agravos à saúde e as atividades laborais
desenvolvidas no território.
Além do atendimento clínico, o CEREST atua como importante instrumento de
vigilância em saúde, contribuindo para a análise dos riscos ocupacionais, subsidiando
ações de prevenção e apoiando a formulação de políticas públicas, bem como o
fortalecimento das ações intersetoriais e o diálogo com entidades representativas dos
trabalhadores.
No contexto local, observa-se que os principais agravos relacionados à saúde
do trabalhador são os envenenamentos, os transtornos mentais, as neoplasias e a
COVID-19, evidenciando a necessidade de intensificação das ações de vigilância,
promoção e prevenção em saúde, com foco na redução dos riscos ocupacionais, no
monitoramento dos ambientes de trabalho e na melhoria das condições de saúde da
população trabalhadora.
11 GESTÃO EM SAÚDE
11.1 RECURSOS FINANCEIROS
Para a elaboração de um planejamento eficiente no âmbito do Plano Municipal
29
importantes na ampliação do acesso da população aos serviços especializados.
sua adequada aplicação. Nesse sentido, o planejamento deve estar alinhado aos
instrumentos de gestão orçamentária e financeira, especialmente o Plano Plurianual
(PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA),
que orientam a alocação de recursos e a execução das ações no setor saúde.
No que se refere ao financiamento, destaca-se a importância do cumprimento
das disposições da Lei Complementar nº 141/2012, que estabelece os percentuais
mínimos de aplicação em ações e serviços públicos de saúde, garantindo maior
transparência, controle social e responsabilidade na gestão dos recursos.
As receitas destinadas à saúde municipal podem ser sintetizadas em
diferentes
fontes,
incluindo
recursos
próprios
do
município,
transferências
constitucionais e legais, bem como repasses oriundos dos governos estadual e
federal, por meio de blocos de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse contexto, destacam-se as receitas provenientes do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM), do Imposto sobre Serviços (ISS), do ICMS, além dos recursos
transferidos fundo a fundo, que financiam as ações da Atenção Primária, Média e
Alta Complexidade, Vigilância em Saúde e Assistência Farmacêutica.
Dessa forma, a adequada gestão das receitas e despesas em saúde é
fundamental para assegurar a sustentabilidade do sistema municipal, possibilitando a
ampliação do acesso, a qualificação dos serviços e o atendimento das necessidades
da população ao longo do período de vigência do PMS 2026–2029.
11.1.1 Emendas Parlamentares em 2025
O financiamento das ações e serviços públicos de saúde no âmbito municipal é
fortemente influenciado pelos repasses oriundos de emendas parlamentares e
programas governamentais. Esses recursos desempenham papel estratégico no
fortalecimento da rede de atenção à saúde, permitindo a ampliação da capacidade
instalada, a qualificação dos serviços e a implementação de ações prioritárias
conforme as necessidades locais.
No exercício de 2025, o município de Palmeirante foi contemplado com
diferentes transferências financeiras provenientes tanto de emendas parlamentares
30
de Saúde, torna-se imprescindível a análise dos recursos disponíveis, bem como da
apresentam naturezas distintas, podendo ser classificados como custeio ou
investimento, e são direcionados a diversas áreas, como atenção primária, vigilância
em saúde, assistência farmacêutica e estruturação da rede de serviços.
A seguir, apresentam-se os dados consolidados referentes aos valores
repassados, suas origens e finalidades, evidenciando o papel dessas transferências
na composição do orçamento da saúde municipal.
Tabela 11 - Emendas parlamentares e de Programa repassadas em 2025
NOME DO
VALOR DA
TIPO DE PROPOSTA
VALOR PAGO
PARLAMENTAR
PROPOSTA
EMENDA - INCREMENTO
CARLOS
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
HENRIQUE
R$ 300.000,00
R$ 300.000,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
GAGUIM
EM SAÚDE
EMENDA - INCREMENTO
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
COMISSÃO DA
R$ 200.000,00
R$ 200.000,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
SAÚDE
EM SAÚDE
EMENDA - INCREMENTO
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
ALEXANDRE
R$ 300.000,00
R$ 300.000,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
GUIMARÃES
EM SAÚDE
EMENDA - INCREMENTO
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
BANCADA
R$ 318.181,00
R$ 318.181,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
OBRIGATÓRIA
EM SAÚDE
EMENDA - INCREMENTO
COMISSÃO DE
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
ASSUNTOS
R$ 500.000,00
R$ 500.000,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
SOCIAIS
EM SAÚDE
EMENDA - INCREMENTO
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
EDUARDO GOMES
R$ 200.000,00
R$ 200.000,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
EM SAÚDE
EMENDA - INCREMENTO
TEMPORÁRIO AO CUSTEIO DOS
PROGRAMA
R$ 200.000,00
R$ 200.000,00
SERVIÇOS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
EM SAÚDE
TOTAL
R$ 2.018.181,00
R$ 2.018.181,00
Fonte: InvestSUS
A análise dos recursos recebidos evidencia a relevância das emendas
parlamentares e dos programas governamentais como mecanismos complementares
de financiamento da saúde em Palmeirante. Observa-se que esses repasses
contribuem significativamente para suprir demandas específicas do município,
31
quanto de programas estruturantes do Sistema Único de Saúde (SUS). Tais recursos
atender às necessidades da população.
Os
valores
destinados
ao
custeio
possibilitam
a
manutenção
e
o
funcionamento contínuo dos serviços de saúde, incluindo aquisição de insumos,
pagamento de serviços e apoio às ações assistenciais. Já os recursos de investimento
demonstram potencial para promover melhorias estruturais, como aquisição de
equipamentos, reformas e ampliação das unidades de saúde, impactando
diretamente na qualidade do atendimento ofertado.
Destaca-se ainda que a diversificação das fontes de financiamento reforça a
autonomia municipal na execução das políticas públicas de saúde, ao mesmo tempo
em que exige planejamento estratégico e capacidade de gestão eficiente para
garantir a correta aplicação dos recursos e o alcance dos resultados esperados.
Nesse contexto, torna-se fundamental que o município fortaleça seus
instrumentos de planejamento, monitoramento e avaliação, assegurando que os
recursos provenientes dessas transferências sejam aplicados de forma alinhada às
diretrizes do Plano Municipal de Saúde 2026–2029, contribuindo para a melhoria dos
indicadores de saúde e para a promoção do cuidado integral à população.
11.2 GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
Os trabalhadores da saúde do município de Palmeirante são compostos por
servidores efetivos e profissionais contratados, organizados de forma a garantir o
funcionamento contínuo e a oferta de serviços em todos os níveis de atenção. A
força de trabalho em saúde constitui elemento essencial para a qualidade da
assistência e para a efetividade das ações desenvolvidas no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Para fins de análise e planejamento, apresentam-se, na tabela a seguir, os
dados atualizados dos profissionais cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (SCNES), considerando as últimas cinco competências do
ano de 2025. Essas informações permitem avaliar a composição, distribuição e
evolução do quadro de recursos humanos no município, subsidiando a tomada de
decisão quanto à necessidade de ampliação, qualificação e melhor alocação dos
32
especialmente em áreas onde os recursos ordinários se mostram insuficientes para
Tabela 12 - Quantidade por Ano/mês competência segundo Ocupações em geral do município de
Palmeirante de setembro a dezembro de 2025
OCUPAÇÕES EM GERAL
SET OUT NOV DEZ
PESSOAL DE SAÚDE - NÍVEL SUPERIOR
22
22
22
22
ASSISTENTE SOCIAL
1
1
1
1
Assistente Social
1
1
1
1
CLÍNICO GERAL
2
2
2
2
Médico Clínico
2
2
2
2
ENFERMEIRO
11
11
11
11
Enfermeiro
9
9
9
9
Enfermeiro da estratégia de saúde da família
2
2
2
2
FISIOTERAPEUTA
2
2
2
2
Fisioterapeuta geral
2
2
2
2
MÉDICO DE FAMÍLIA
1
1
1
1
Médico da estratégia de Saúde da Família
1
1
1
1
ODONTÓLOGO
4
4
4
4
Cirurgião dentista - clínico geral
3
3
3
3
Cirurgião-dentista da estratégia de saúde da famíl
1
1
1
1
PSICÓLOGO
1
1
1
1
Psicólogo Clínico
1
1
1
1
PESSOAL DE SAÚDE - NÍVEL TÉCNICO TÉCNICO/AUXILIAR
16
16
16
16
FISCAL SANITÁRIO
1
1
1
1
Visitador Sanitário
1
1
1
1
TÉCNICO DE ENFERMAGEM
15
15
15
15
Técnico de enfermagem
12
12
12
12
Técnico de enfermagem de saúde da família
3
3
3
3
PESSOAL DE SAÚDE - QUALIFICAÇÃO ELEMENTAR
85
86
86
85
AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE
19
19
19
19
Agente comunitário de saúde
19
19
19
19
AGENTE DE SAÚDE PÚBLICA
2
2
2
2
Agente de saúde pública agente de saneam
2
2
2
2
ATENDENTE DE ENFERMAGEM/AUX OPER SERV DIV E ASSEM
3
4
4
4
Atendente de consultório dentario
1
2
2
2
Atendente de farmácia balconista
2
2
2
2
OUTRAS OCUPAÇÕES NÍVEL ELEMENTAR EM SAÚDE
61
61
61
60
PESSOAL ADMINISTRATIVO
61
61
61
60
ADMINISTRAÇÃO
20
20
20
20
Assistente tecnico administrativo
5
5
5
5
Auxiliar de pessoal
2
2
2
2
Diretor administrativo
3
3
3
3
Diretor administrativo e financeiro
1
1
1
1
Diretor de serviços de informatica
1
1
1
1
Diretor de serviços de saude diretor cli
4
4
4
4
Gerente de serviços de saude administrado
1
1
1
1
Recepcionista em geral
3
3
3
3
33
profissionais na rede de serviços de saúde.
3
3
12
11
1
26
14
12
Total
123
Fonte: Ministério da Saúde - Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde
3
3
3
3
3
3
12
12
11
11
11
10
1
1
1
26
26
26
14
14
14
12
12
12
124 124 123
do Brasil - CNES
11.3 GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
A gestão municipal de saúde de Palmeirante, para o período de 2026 a 2029,
conta com um quadro de profissionais formado, em sua maioria, por contratos
temporários. Essa realidade acaba trazendo alguns desafios, principalmente em
relação à continuidade das ações e ao fortalecimento de uma equipe mais estável e
qualificada ao longo do tempo. Além disso, percebe-se que muitos profissionais ainda
não tiveram oportunidades suficientes de capacitação e atualização, o que pode
impactar diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população.
Diante disso, torna-se fundamental investir na qualificação dos trabalhadores
da saúde por meio da criação e execução de um Plano Municipal de Educação
Permanente em Saúde. Esse plano deve ser construído de acordo com as
necessidades do município, levando em consideração a realidade local e o dia a dia
dos serviços, com o objetivo de melhorar o atendimento e fortalecer as equipes.
Entre os temas prioritários que precisam ser trabalhados, destacam-se
primeiros socorros, humanização no atendimento, atualização dos profissionais de
enfermagem, capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de
Combate às Endemias, treinamentos voltados à Vigilância Epidemiológica e Sanitária,
além do uso adequado dos sistemas de informação em saúde. Também é importante
incluir temas como saúde mental, protocolos de atendimento e segurança do
paciente.
Além
das
capacitações,
é
importante
incentivar
a
participação
dos
profissionais em cursos, oficinas e treinamentos, buscando parcerias com instituições
de ensino e órgãos de saúde. Investir na educação permanente é, acima de tudo,
34
SERVIÇO DE LIMPEZA/CONSERVAÇÃO
Empregado doméstico nos serviços gerais
SEGURANÇA
Vigia
Vigilante
OUTRAS OCUPAÇÕES ADMINISTRATIVAS
Motorista de carro de passeio
Trabalhador de serviços de manutenção
eficiente, humanizado e resolutivo.
11.4 INICIATIVAS PARA APRIMORAR A GESTÃO DO SUS
A partir da análise dos dados apresentados neste Plano Municipal de Saúde,
identificam-se demandas prioritárias que devem ser consideradas pela gestão de
Palmeirante ao longo do período de 2026 a 2029. Essas necessidades refletem
desafios já existentes no território e apontam caminhos importantes para o
fortalecimento da rede de atenção à saúde e a melhoria da qualidade dos serviços
ofertados à população.
Entre as principais prioridades, destaca-se a necessidade de modernizar os
serviços de Atenção Básica, garantindo melhores condições de trabalho às equipes,
informatização adequada e o uso eficiente dos sistemas de informação em saúde,
possibilitando maior agilidade no registro, monitoramento e alcance das metas
estabelecidas.
Outro ponto essencial é a ampliação do cuidado voltado à população da zona
rural, assegurando o acesso por meio de atendimentos domiciliares, ações itinerantes
e mutirões de saúde, considerando as dificuldades de deslocamento e acesso aos
serviços. Nesse sentido, também se torna fundamental a manutenção de veículos
para o transporte sanitário eletivo, bem como a garantia do deslocamento de
pacientes para Tratamento Fora do Domicílio (TFD).
A assistência farmacêutica também se apresenta como prioridade, sendo
indispensável garantir a oferta regular de medicamentos à população, conforme as
necessidades identificadas e as diretrizes do SUS.
No âmbito da atenção especializada, evidencia-se a importância de ampliar a
oferta de serviços de média e alta complexidade no próprio município, incluindo a
retomada da realização de cirurgias eletivas, reduzindo a dependência de outros
centros e melhorando o acesso da população.
Destaca-se ainda a necessidade de fortalecer a Educação Permanente em
Saúde, por meio da implantação de um Núcleo de Educação Permanente,
promovendo a qualificação contínua dos profissionais e a melhoria dos processos de
35
investir na melhoria do atendimento à população, garantindo um serviço mais
Por fim, ressalta-se a importância da criação e participação ativa em Consórcio
Intermunicipal de Saúde, como estratégia para ampliar e descentralizar os serviços
de média e alta complexidade, promovendo maior resolutividade, integração regional
e melhor acesso da população aos serviços especializados.
11.5 CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO EM SAÚDE
Com a pandemia da COVID-19, ficou ainda mais evidente a importância do
investimento em tecnologia na área da saúde, em todos os níveis de atenção. A
necessidade de respostas rápidas, organização das informações e ampliação da
capacidade assistencial demonstrou que a tecnologia é um elemento essencial tanto
para a gestão quanto para o cuidado à população.
Nesse contexto, o município de Palmeirante deve avançar no fortalecimento e
na modernização de sua estrutura tecnológica, buscando aprimorar processos,
qualificar os serviços e ampliar o acesso da população às ações de saúde. Dessa
forma, torna-se fundamental investir em diferentes áreas, como:
•
Tecnologia aplicada ao ensino e à capacitação dos profissionais, fortalecendo
a educação permanente e o uso de ferramentas digitais;
•
Tecnologia da informação e comunicação, garantindo melhor integração dos
sistemas de saúde, agilidade no atendimento e qualificação dos registros;
•
Tecnologia odontológica, com modernização de equipamentos e melhoria da
qualidade dos atendimentos em saúde bucal;
•
Tecnologia médica, com aquisição e atualização de equipamentos que
ampliem a capacidade de diagnóstico e tratamento;
•
Equipamentos e aparelhos para diagnóstico, fundamentais para maior
resolutividade dos serviços e redução da necessidade de encaminhamentos
para outros municípios.
Investir em tecnologia, portanto, é essencial para tornar o sistema de saúde
mais eficiente, resolutivo e preparado para enfrentar desafios atuais e futuros,
garantindo um atendimento mais ágil, seguro e de qualidade à população.
36
trabalho.
No município de Palmeirante, os desafios identificados na área da saúde
evidenciam a necessidade de reestruturação e fortalecimento de diferentes pontos da
rede de atenção. Um dos principais entraves está relacionado ao acesso da
população da zona rural, que ainda enfrenta dificuldades para chegar aos serviços,
exigindo da gestão estratégias mais próximas do território, como atendimentos
itinerantes e ampliação das visitas domiciliares.
Outro aspecto importante diz respeito à logística do transporte sanitário. A
manutenção da frota de veículos é essencial para garantir tanto o deslocamento de
pacientes para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) quanto o atendimento eletivo,
sendo um ponto crítico para o funcionamento adequado da rede.
No que se refere aos profissionais de saúde, observa-se a necessidade de
investir de forma mais contínua na qualificação das equipes, por meio de ações de
educação permanente, fortalecendo o desempenho e a qualidade dos serviços
prestados. Paralelamente, há limitações no financiamento da Média e Alta
Complexidade, o que impacta diretamente na oferta de atendimentos, especialmente
na manutenção de serviços de pronto atendimento aos finais de semana.
A organização da atenção especializada também se apresenta como um
desafio, sobretudo pela necessidade de descentralizar a oferta de consultas em
especialidades, ampliando o acesso e reduzindo a dependência de outros municípios.
Do ponto de vista populacional, o crescimento do número de idosos demanda
uma reorganização da rede de cuidados, com foco em atenção contínua e integral.
Além disso, chama atenção o aumento dos casos de Infecções Sexualmente
Transmissíveis (IST), acima do esperado para municípios de pequeno porte,
indicando a necessidade de reforço nas ações de prevenção e educação em saúde.
A Vigilância em Saúde necessita de modernização, com investimentos em
estrutura, tecnologia e qualificação profissional, para garantir maior eficiência no
monitoramento dos agravos e na tomada de decisões, contribuindo para uma
resposta mais rápida e eficaz às demandas do município.
37
12 RELAÇÃO DE PROBLEMAS EM SAÚDE
38
13 DIRETRIZES, OBJETIVOS, METAS E INDICADORES
13.1 GESTÃO DO SUS
DIRETRIZ Nº 1 - Fortalecer a gestão em saúde no município de Palmeirante, promovendo organização, planejamento e melhoria contínua
dos serviços ofertados à população.
OBJETIVO Nº 1.1 - Aprimorar os processos de gestão em saúde, garantindo melhor planejamento, execução e monitoramento das ações e
serviços.
Meta Prevista
Indicador
Indicador para
Meta
(Linha-Base)
Unidade
Nº
Descrição da Meta
monitoramento e
Plano
de
Medida 2026 2027 2028 2029
Unidade
(2026-2029)
avaliação da meta
Valor Ano
de Medida
Realizar o planejamento
Número de instrumentos
anual das ações de saúde,
1.1.1
elaborados
para
o
N/A
2025
Número
12
Número
3
3
3
3
com
monitoramento
monitoramento (RDQAs)
periódico dos resultados.
Fortalecer
o
uso
dos Percentual de unidades de
sistemas de informação em saúde
com
alimentação
1.1.2
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
saúde para apoio à tomada regular dos sistemas de
de decisão.
informação.
1.1.3
Promover
capacitações
periódicas
para
os
profissionais administrativos.
Número de capacitações
realizadas por ano.
N/A
2025
Número
100
Número
25
25
25
25
1.1.4
Prover
a
SEMUS
com
profissionais administrativos.
Percentual de profissionais
atuantes na SEMUS.
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
39
13.2 ATENÇÃO PRIMÁRIA
DIRETRIZ Nº 2 - Assegurar o acesso da população de Palmeirante a serviços de saúde de qualidade, com equidade e em tempo oportuno,
por meio do aprimoramento da Atenção Primária à Saúde e da qualificação contínua das ações e serviços ofertados no âmbito do Sistema
Único de Saúde (SUS).
OBJETIVO Nº 2.1 - Ampliar o acesso da população de Palmeirante aos serviços de saúde, garantindo atendimento oportuno, resolutivo e de
qualidade, por meio da organização e qualificação da Atenção Primária à Saúde.
Meta Prevista
Indicador
Indicador para
Meta
(Linha-Base)
Unidade
Nº
Descrição da Meta
monitoramento e
Plano
de
Medida 2026 2027 2028 2029
Unidade
(2026-2029)
avaliação da meta
Valor Ano
de Medida
Garantir a manutenção de
100% das equipes de Atenção Percentual de equipes de
2.1.1 Primária
devidamente APS cadastradas e ativas
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
cadastradas e ativas no sistema no SCNES.
SCNES.
Alcançar
desempenho
satisfatório nos indicadores da Percentual
de
2.1.2 Atenção Primária à Saúde indicadores da APS com
N/A
2025
Percentual
80
Percentual
80
80
80
80
conforme
modelo
de desempenho adequado.
financiamento vigente.
2.1.3
Ampliar
o
cadastro
e
atualização da população no
território.
Percentual de cadastros
individuais
atualizados
no e-SUS APS.
N/A
2025
Percentual
90
Percentual
90
90
90
90
2.1.4
Prover a Atenção Primária com
profissionais de saúde.
Percentual
de
profissionais atuantes na
Atenção Primária.
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
25
25
25
25
2.1.5
Garantir cobertura da Atenção
Primária no munícipio.
Percentual de cobertura
da APS no município
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
DIRETRIZ Nº 3 - Organizar e qualificar a oferta de serviços de média complexidade no município de Palmeirante, com apoio do
financiamento municipal, garantindo maior resolutividade da rede de atenção à saúde.
OBJETIVO Nº 3.1 - Ampliar o acesso da população aos serviços de urgência e emergência e aos atendimentos de média e alta
complexidade, assegurando atendimento oportuno, integral e de qualidade.
Meta Prevista
Indicador
Indicador para
Unidade
Meta
(Linha-Base)
Nº
Descrição da Meta
monitoramento e
de
Plano
2026 2027 2028 2029
Unidade
(2026-2029)
avaliação da meta
Medida
Valor Ano
de Medida
Manter equipes de saúde em
funcionamento para atendimento Número de equipes em
3.1.1
N/A
2025
Número
2
Número
2
2
2
2
de Urgência e Emergência na funcionamento.
Unidade Básica de Saúde.
Assegurar a disponibilidade de
insumos necessários para o Percentual de insumos
3.1.2 funcionamento da Unidade Básica disponíveis
conforme
N/A
2025 Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
de Saúde em regime de pronto demanda.
atendimento.
Garantir a disponibilidade de
veículos para o transporte de Número de veículos
3.1.3 pacientes em Tratamento Fora do disponíveis
para
N/A
2025
Número
5
Número
5
5
5
5
Domicílio (TFD) e em situações de transporte sanitário
urgência e emergência.
40
13.3 MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE
41
13.4 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
DIRETRIZ Nº 4 - Assegurar o acesso da população de Palmeirante à Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS),
garantindo a disponibilidade de medicamentos e insumos de forma contínua, segura e equitativa.
OBJETIVO Nº 4.1 - Garantir a Assistência Farmacêutica de forma integral, promovendo o acesso a medicamentos de qualidade e o uso
racional, por meio de atendimento humanizado e organização eficiente dos serviços no âmbito do SUS.
Meta Prevista
Indicador
Indicador para
Meta
(Linha-Base)
Unidade
Nº
Descrição da Meta
monitoramento e
Plano
de
Medida 2026 2027 2028 2029
Unidade
(2026-2029)
avaliação da meta
Valor Ano
de Medida
Garantir o abastecimento Percentual de medicamentos
4.1.1 regular de medicamentos disponíveis em relação à lista
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
da farmácia básica.
padronizada (RENAME)
Qualificar o atendimento Percentual
de
usuários
4.1.2 da
Assistência atendidos com orientação
N/A
2025
Percentual
90
Percentual
90
90
90
90
Farmacêutica.
sobre o uso de medicamentos.
4.1.3
Realizar
inventário
periódico dos estoques de
medicamentos.
Número
de
inventários
realizados por ano.
N/A
2025
Número
8
Número
2
2
2
2
42
13.5 VIGILÂNCIA EM SAÚDE
DIRETRIZ Nº 5 - Fortalecer as ações de promoção da saúde e de Vigilância em Saúde, visando à redução dos riscos e agravos à saúde da
população de Palmeirante, por meio de intervenções integradas, contínuas e baseadas na análise do perfil epidemiológico, em consonância
com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e as políticas nacionais vigentes.
OBJETIVO Nº 5.1 - Reduzir os riscos, doenças e agravos de relevância epidemiológica e sanitária na população de Palmeirante, por meio do
fortalecimento das ações integradas de promoção, prevenção, proteção e Vigilância em Saúde, com base na análise do perfil
epidemiológico e nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nº
5.1.1
5.1.2
5.1.3
Descrição da Meta
Garantir a manutenção das
equipes de Vigilância em
Saúde
devidamente
cadastradas e ativas no
SCNES.
Alcançar
desempenho
satisfatório nos indicadores
da Vigilância em Saúde
conforme programa vigente.
Assegurar a disponibilidade
de insumos necessários para
o funcionamento das ações
de Vigilância em Saúde.
Indicador para
monitoramento e
avaliação da meta
Indicador
(Linha-Base)
Meta Prevista
Meta
Plano
Unidade
de Medida
2026
2027
2028
2029
Valor
Ano
Unidade
de Medida
Percentual de equipes de
Vigilância
em
Saúde
cadastradas e ativas no
SCNES.
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
Percentual de indicadores
do PQAVS alcançados.
N/A
2025
Percentual
80
Percentual
80
80
80
80
Percentual
disponíveis
demanda.
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
de
insumos
conforme
(2026-2029)
43
13.6 VIGILÂNCIA SANITÁRIA
DIRETRIZ Nº 6 - Aprimorar as ações de Vigilância Sanitária no município de Palmeirante, visando à proteção da saúde da população por
meio do controle de riscos sanitários.
OBJETIVO Nº 6.1 - Ampliar e qualificar as ações de Vigilância Sanitária, garantindo a fiscalização, o monitoramento e a orientação dos
estabelecimentos sujeitos à regulação sanitária.
Meta Prevista
Indicador
Indicador para
Meta
(Linha-Base)
Unidade de
Nº
Descrição da Meta
monitoramento e
Plano
Medida
2026 2027 2028 2029
Unidade de (2026-2029)
avaliação da meta
Valor Ano
Medida
Realizar inspeções sanitárias
Percentual de inspeções
6.1.1 nos
estabelecimentos
do
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
realizadas por ano
município.
Ampliar a regularização dos Percentual
de
6.1.2 estabelecimentos sujeitos à estabelecimentos
com
N/A
2025
Percentual
100
Percentual
100
100
100
100
Vigilância Sanitária.
alvará sanitário vigente
6.1.3
Desenvolver ações educativas
em Vigilância Sanitária nos
estabelecimentos.
Número
de
ações
educativas realizadas por
ano.
N/A
2025
Número
8
Número
2
2
2
2
A elaboração deste Plano Municipal de Saúde representa um importante passo
para a organização e o fortalecimento das ações e serviços de saúde no município de
Palmeirante. Ao longo deste documento, foi possível identificar as principais
necessidades da população, os desafios enfrentados pela gestão e, principalmente,
os caminhos que podem ser seguidos para melhorar a qualidade do atendimento
ofertado.
Mais do que um documento técnico, este plano reflete a realidade do
município e o compromisso da gestão em buscar soluções viáveis, respeitando os
limites existentes, mas sem deixar de avançar. As diretrizes, objetivos e metas aqui
definidos foram pensados de forma prática e executável, considerando o dia a dia
dos serviços e a importância de garantir um atendimento mais acessível, humanizado
e resolutivo para a população.
É importante destacar que o sucesso deste plano depende não apenas da
gestão, mas também do envolvimento dos profissionais de saúde, do controle social
e de toda a comunidade. O acompanhamento contínuo das ações, a avaliação dos
resultados e a capacidade de adaptação ao longo do tempo serão fundamentais para
que os objetivos propostos sejam alcançados.
Dessa forma, o município reafirma seu compromisso com o Sistema Único de
Saúde (SUS) e com a melhoria contínua das condições de saúde da população,
buscando, ao longo do período de 2026 a 2029, construir uma rede de atenção mais
organizada, eficiente e próxima das necessidades reais dos cidadãos.
44
14 CONCLUSÃO
BRASIL. Lei nº 8.080/1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e
recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 19
set. 1990.
BRASIL. Lei nº 8.142/1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do
Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de
recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. Diário Oficial da
União: Brasília, DF, 31 dez. 1990.
BRASIL. Lei Complementar nº 141/2012. Regulamenta o § 3º do art. 198 da
Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados
anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços
públicos de saúde. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 13 jan. 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS – Informações de Saúde (TABNET). Brasília,
DF: Ministério da Saúde, 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da
Criança (PNAISC). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília,
DF: Ministério da Saúde, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informação em Saúde para a Atenção
Básica (e-SUS APS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s.d.].
COSEMS-MT — Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso.
Gestor, tenha acesso aos modelos sugestivos do PMS, PAS, RDQA e RAG. Cuiabá, 7
abr. 2025. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2026.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Palmeirante – TO. Brasília, DF: IBGE,
[s.d.]. Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 2026.
Wikipédia. Palmeirante (Tocantins). Disponível em:
. Acesso em: 01 abr. 2026.
45
15 REFERÊNCIAS